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Compliance e LGPDBaseado em evidências

Faturamento TISS e como reduzir glosas na sua clínica

Entenda o que é o padrão TISS da ANS, por que as glosas acontecem e práticas concretas para reduzir perdas no faturamento de convênios.

EA
Equipe AtendeBem
09 de junho de 20267 min de leitura3 visualizacoes

Dominar o faturamento TISS para reduzir glosas é hoje uma das competências mais decisivas na gestão financeira de clínicas e consultórios que atendem convênios no Brasil. Cada guia recusada por uma operadora representa um serviço já prestado que pode não ser pago, o que compromete o fluxo de caixa e a previsibilidade da receita. Entender o que é o padrão TISS, por que as glosas acontecem e como organizar o processo de cobrança é o caminho para transformar o faturamento de convênios em algo confiável, e não em uma fonte recorrente de prejuízo.

Este guia explica o padrão, separa os tipos de glosa e reúne práticas aplicáveis no dia a dia, da recepção ao envio do lote.

O que é o padrão TISS

TISS é a sigla para Troca de Informação em Saúde Suplementar, um padrão criado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para uniformizar a comunicação entre prestadores de serviço (clínicas, consultórios, hospitais e laboratórios) e as operadoras de planos de saúde. Antes da padronização, cada operadora podia exigir formulários e formatos próprios, o que tornava o faturamento mais sujeito a erros e retrabalho.

O padrão define como devem ser estruturadas as guias (consulta, SP/SADT, internação, entre outras), quais dados são obrigatórios e em que formato as informações trafegam eletronicamente. Ele se apoia em outras tabelas e classificações reconhecidas:

  • TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar): lista padronizada de procedimentos e itens.
  • CID-10/CID-11: classificação internacional de doenças, usada para registrar diagnósticos.
  • Tabelas de despesas, materiais e medicamentos vinculadas ao padrão.
  • Na prática, faturar no padrão TISS significa preencher cada guia com os códigos corretos, dentro das regras da ANS e do contrato firmado com cada operadora.

    O que são glosas e por que elas acontecem

    Glosa é a recusa, total ou parcial, do pagamento de uma guia pela operadora. Em outras palavras: o procedimento foi realizado, mas a operadora se recusa a pagar (glosa total) ou paga menos do que o esperado (glosa parcial), alegando alguma inconsistência.

    As glosas costumam ser classificadas em dois grandes grupos.

    Glosas administrativas

    São, em geral, as mais evitáveis, porque decorrem de falhas no preenchimento ou no processo, como:

  • Dados do beneficiário incorretos ou divergentes do cadastro da operadora.
  • Número de carteirinha inválido ou plano com cobertura vencida.
  • Código TUSS incorreto ou incompatível com o procedimento realizado.
  • Falta de autorização prévia exigida pelo contrato.
  • Guia enviada fora do prazo de faturamento.
  • Ausência de assinatura, carimbo ou informações obrigatórias.
  • Glosas técnicas

    Estão ligadas ao mérito clínico do atendimento. A operadora questiona a pertinência do procedimento, a compatibilidade entre o diagnóstico (CID) e o procedimento (TUSS) ou a quantidade cobrada. Esse tipo de glosa exige documentação clínica consistente para sustentar o recurso.

    Como reduzir glosas no faturamento TISS

    Reduzir glosas não depende de um único ajuste, mas de um processo bem desenhado da recepção até o envio do lote. As práticas a seguir atacam as causas mais frequentes e ajudam a tornar o faturamento TISS para reduzir glosas um fluxo previsível.

    1. Valide a elegibilidade antes do atendimento

    Boa parte das glosas administrativas nasce na recepção. Confirmar, antes da consulta, se o beneficiário tem o plano ativo, se a carteirinha é válida e se o procedimento tem cobertura evita recusas que só seriam descobertas semanas depois. Documentar o atendimento com prontuário eletrônico completo, como o oferecido pela plataforma do AtendeBem para médicos, cria a base de informações que vai sustentar a cobrança.

    2. Use os códigos TUSS e CID corretos

    A escolha equivocada de códigos é uma das maiores fontes de glosa. Trabalhar com uma base de codificação atualizada de TUSS e CID-10/11 reduz erros de digitação e incompatibilidades entre diagnóstico e procedimento. Sempre que possível, confirme se o código escolhido corresponde exatamente ao que foi executado e ao que o contrato com a operadora prevê.

    3. Verifique autorizações e prazos

    Muitos procedimentos exigem autorização prévia da operadora. Sem ela, a guia tende a ser recusada independentemente da qualidade do atendimento. Da mesma forma, cada operadora estabelece prazos para o envio do faturamento, e lotes enviados em atraso costumam ser glosados. Manter um calendário de fechamento mensal e acompanhar o status de cada autorização ajuda a evitar perdas.

    4. Padronize o preenchimento das guias

    Quanto mais o preenchimento depende de memória individual, maior o risco de erro. Um sistema que estrutura as guias no padrão da ANS, com campos obrigatórios sinalizados e validações antes do envio, reduz inconsistências administrativas. A padronização também facilita auditorias internas e o treinamento da equipe.

    5. Acompanhe, conteste e aprenda com as glosas

    Glosa recebida não é, necessariamente, glosa perdida. Parte das recusas pode ser revertida por meio de recurso, desde que dentro do prazo e com a documentação adequada. Para isso:

  • Registre todas as glosas e suas justificativas.
  • Identifique padrões (operadora, procedimento, motivo recorrente).
  • Recorra das glosas que considerar indevidas, com a documentação clínica de apoio.
  • Ajuste o processo para que o mesmo erro não se repita.
  • Esse ciclo de análise transforma o setor de faturamento em uma área de melhoria contínua, e não apenas de digitação de guias.

    Compliance, LGPD e guarda de documentos

    O faturamento de convênios lida com dados sensíveis de saúde, protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei nº 13.709/2018). Diagnósticos, procedimentos e dados de beneficiários precisam ser tratados com base legal adequada e medidas de segurança proporcionais ao risco.

    Boas práticas incluem o armazenamento de dados de saúde com criptografia, o isolamento das informações de cada profissional ou clínica e o controle de acesso por usuário. Vale lembrar ainda que o prontuário médico deve ser mantido por, no mínimo, 20 anos a partir do último registro, conforme a Resolução CFM nº 1.821/2007, e que essa documentação é justamente o que sustenta recursos de glosa quando a operadora questiona o atendimento.

    Tecnologia a favor do faturamento

    Processos manuais e planilhas paralelas multiplicam o risco de erro. Uma plataforma de gestão integrada conecta agenda, prontuário eletrônico, financeiro e faturamento, de modo que a informação flui sem reentrada de dados. O AtendeBem é uma plataforma SaaS brasileira que reúne esses módulos, com faturamento no padrão TISS da ANS, codificação TUSS e CID, além de recursos como telemedicina, receita digital com assinatura ICP-Brasil (com QR Code de validação) e um assistente de inteligência artificial.

    A solução atende profissionais de diversas áreas, como médicos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, dentistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e enfermeiros, sempre com os dados de cada clínica isolados para preservar a privacidade. Se você ainda não usa a plataforma, é possível criar uma conta no AtendeBem para conhecer os módulos.

    Perguntas frequentes

    O padrão TISS é obrigatório para todas as clínicas?

    O padrão TISS é definido pela ANS e regula a troca de informações entre prestadores e operadoras de planos de saúde. Clínicas e consultórios que faturam para convênios precisam seguir o padrão para que as guias sejam aceitas. Atendimentos exclusivamente particulares não dependem do TISS, mas ainda assim se beneficiam de um faturamento organizado.

    Qual a diferença entre glosa administrativa e glosa técnica?

    A glosa administrativa decorre de falhas formais, como dados incorretos, código TUSS equivocado, falta de autorização ou envio fora do prazo. A glosa técnica questiona o mérito clínico do procedimento, como a compatibilidade entre diagnóstico e procedimento. As administrativas são, em geral, mais fáceis de prevenir; as técnicas exigem documentação clínica consistente.

    É possível recuperar valores já glosados?

    Sim. Glosas consideradas indevidas podem ser contestadas por meio de recurso junto à operadora, dentro dos prazos contratuais e acompanhadas da documentação que comprove o atendimento. Por isso, manter o prontuário completo e organizado é tão importante quanto preencher a guia corretamente.

    Comece a organizar seu faturamento hoje

    Reduzir glosas é, antes de tudo, uma questão de processo: validar elegibilidade, codificar corretamente, respeitar prazos e aprender com cada recusa. Se você quer colocar essas práticas em funcionamento com agenda, prontuário, financeiro e faturamento TISS integrados em um só lugar, crie sua conta no AtendeBem e comece a estruturar o faturamento da sua clínica.

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